Criada em 20 de Outubro de 1988, por impulso do então presidente da Comissão instaladora do IPG, Prof. João Raimundo, começou a funcionar nas instalações situadas nas traseiras do antigo edifício do Magistério, hoje residência masculina de estudantes e que foram inauguradas a 16 de Março de 1988 pelo então Presidente da República Dr. Mário Soares. No entanto, já em 1986 se criara uma “comissão pró Associação” que viria a constituir a AE do IPG englobando as duas escolas, contrariando a tendência nacional de criar uma associação por escola.
Amílcar Silva, aluno do curso de Professores de Ensino Básico, foi o Presidente da primeira Direcção da AE, frequentando nessa altura o Instituto 250 alunos. Foi o ano em que se realizou o primeiro desfile Académico tendo participado seis carros em apresentação dos cursos existentes e um em representação do IPG. Nesse ano foi instituído um prémio para o carro mais sugestivo, procedimento que veio a ser seguido em anos posteriores. Também neste ano se iniciaram os primeiros intercâmbios com as cidades francesas de Pau e Bayonne. Relevante foi a primeira deslocação ao estrangeiro dos membros da AE que, a convite do Deputado Europeu Rui Amaral, efectuaram uma viagem de estudo ao Parlamento Europeu em Estrasburgo.
A liderança da AE passou, no ano seguinte, a ser assumida por João Logrado, aluno do curso de Educadores de Infância.
No ano de 1990 o IPG contava já com 650 alunos quando Nuno Santiago do curso de Gestão Informática tomou posse como presidente da AE. A sua prioridade volta-se para a implementação de serviços próprios de reprografia e papelaria que possibilitavam à Associação a obtenção de algumas receitas para a prossecução dos seus objectivos. Patrício Escada do curso de Gestão Informática segue a linha do seu antecessor e reforça a imagem da AE na comunidade.
Júlio Oliveira do curso de Gestão Informática, em 1992, encabeça um grupo de líderes estudantis da maioria das instituições de Ensino Superior do País e que levam por diante o 1º Congresso Nacional do Ensino Superior. O Politécnico da Guarda assumia, assim, uma liderança que a nível nacional das AE nunca mais perdeu. Contestava-se, na altura, o pagamento das propinas. Ficou célebre a cena de os alunos mostrarem publicamente, no encerramento do congresso, o “traseiro” ao então Ministro da Educação, Couto dos Santos, que — numa visita à Guarda, ao IPG, por reivindicação dos estudantes — ofereceu as verbas para a construção de um pavilhão gimnodesportivo que, embora posto a concurso público, foi posteriormente anulado.
Ficaram famosos, na altura, os bailes no polidesportivo do “Magistério”. Nesse ano, e por iniciativa do então Presidente da Assembleia Geral de Alunos, Luís de Elvas, são criados o Conselho de Veteranos em que viria a pontificar o dinamismo do seu primeiro “Dux Veteranorum” Luís Jordão e, com base na primeira República (Maravilha), o Conselho de Repúblicas, liderado pelo carismático Nelson Barros. Foram 10 as Repúblicas criadas. Estavam então criadas as bases para a implementação do verdadeiro espírito Académico.
No ano seguinte, e já sob a tutela de Luís de Elvas é criada a primeira Tuna Académica do IPG. Nasceu mista por desejo dos estudantes e também pela escassez de recursos humanos. Chamava-se “Real Tuna Académica da Guarda” e alcançou o seu auge quando, convidada a actuar no pavilhão Português da Expo 92 em Sevilha, obteve enorme sucesso. Era dirigida pelo Carlos, aluno do curso de Educação Musical. Foi também nesse ano que a AE fundou e publicou o primeiro Jornal “O Grito” como órgão de informação da Academia. Luís de Elvas, então presidente da AE representa a Guarda na “Missão de Paz em Timor” que leva o Barco “Lusitânia Expresso” até à costa Timorense.
É eleito presidente da AE, depois Jorge Pinto, do curso de Professores de Educação Física. O desporto passa a ser opção estratégica na sua actuação e é disputado o primeiro campeonato inter-politécnicos através de um organismo fundado na Guarda (Comité Organizador do Desporto para os Institutos Politécnicos). Os estudantes do IPG alcançam resultados inesquecíveis no atletismo chegando a participar nos campeonatos mundiais de atletismo. Um estudante do IPG consegue um lugar de relevo — o melhor português nos campeonatos! A equipa de voleibol feminino somava vitórias e, já federada, disputa o campeonato nacional. O IPG contava já, na altura, com mais de três mil alunos!
Segue-se Rui Monteiro, que consegue mudar as instalações da AE e teve que se confrontar com a eleição do novo Presidente do IPG, Bento Leal, de quem os alunos pensavam poder continuar a obra do Prof. João Raimundo. É eleito como o apoio dos alunos mas rapidamente entra em confronto directo com eles. Fecha o Bar Verde que era o orgulho dos estudantes. O clima que sempre tinha existido de diálogo e cooperação com os estudantes deixa de existir. Nesse ano as festas regressam ao Parque Municipal da Guarda.
António Monteirinho, o presidente da AE que se segue projecta a Academia da Guarda a nível nacional. Cumpre o seu primeiro mandato sanando conflitos internos e mostra grande coragem ao enfrentar publicamente o presidente do IPG, Bento Leal, contestando a “política do mesquinho e da ofensa pessoal”. Após ser eleito Presidente da Federação Nacional de Associações de Estudantes do ensino Superior Politécnico (FNAEESP), é reeleito na Guarda Presidente da AE com uma margem de oitenta por cento dos votos expressos! Passa a ser uma referência a nível nacional nas questões que afectam os estudantes do ensino superior politécnico e interlocutor privilegiado junto do Ministério da Educação. A AE estava cada vez mais prestigiada.
Segue-se-lhe Pedro Marta, aluno do curso de Engenharia Técnica Comercial que herda o pesado fardo do conflito com o presidente do Instituto. Honrou com determinação defender os reais interesses dos estudantes e do IPG. Os alunos contaram com a sua determinação para evitar que o Presidente do IPG José Alves dividisse as escolas do IPG com objectivos pouco claros. O IPG manteve-se com a estrutura actual graças ao seu esforço. Foi uma acção notável e que permitiu que o IPG se mantivesse unido.
É eleito Presidente da AE, Nuno Almeida aluno do curso de Gestão Industrial e da Produção. A sua acção, também ela dificultada pelas constantes quezílias que existiam no IPG, que não eram provocadas pelos estudantes e que só os prejudicavam.
Segue-se-lhe João Borges, aluno do curso Engenharia Técnico Comercial, que foi derrotado por Sérgio Raposo, aluno do curso de Gestão, que no ano seguinte, foi novamente reeleito.
Seguiu-se-lhe, desempenhando o cargo por dois mandatos, Nuno Silva, aluno do curso de Gestão que continuou a lutar pelos direitos dos estudantes. Nos dois anos seguintes, sucedeu-lhe o aluno Sérgio Pinto do curso de Comunicação e Relações Públicas, que no seu primeiro mandato 2004/05, inaugurou a nova e actual sede da Associação de Estudantes do IPG, que viria a aprovar os novos estatutos da AE, alterando o nome, para Associação Académica da Guarda (AAG).
No segundo mandato, Sérgio Pinto faz a pior gestão financeira de todos os tempos. No ano lectivo 2006/2007 o presidente da Associação Académica da Guarda foi o aluno Rodrigo Estrelícia do curso de Comunicação e Relações Públicas, que deu continuidade ao formato de Gestão do seu antecessor. No ano que corre, 2007/2008 os estudantes elegeram a presidente o aluno Marco Loureiro do curso de Animação Sociocultural. Presidente que tem representado as suas funções em extrema humildade e empenho.